Fifty-Fifty (50|50)
Noé Sendas e Rui Calçada Bastos
Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues

 


23 de novembro às 22h
Galeria Miguel Nabinho
Rua Tenente Ferreira Durão, 18-B

A 23 Novembro de 2017 Galeria Miguel Nabinho apresenta a exposição Fifty-Fifty (50|50), com obras inéditas de Noé Sendas e Rui Calçada Bastos. Construídas em simultâneo, em diferentes ateliers, as obras destes artistas são afinadas por cada um e pela ressonância que estabelecem com o trabalho do outro.
O trabalho de Noé Sendas e de Rui Calçada Bastos surge, em paralelo, de um reconhecimento e de uma efabulação do real. Isto é, em ambos existe um olhar que se foca sobre o que os rodeia, onde, numa construção poética, objectos, situações e imagens se modificam e transcendem a sua condição de base.
Com o pretexto de ir à cave, entendida aqui como referência a um lugar interior e subconsciente mas, também, como o simples subsolo da galeria, as obras dos dois artistas surgem de um encontro entre a persistência da memória e a vontade de uma nova existência.
Algo que se centra numa permanência doméstica mas, também, numa referencia à deslocação e à partida, onde o que perpassa é a melancolia de uma ausência e a supressão de um acomodamento. Algo que configura um estado de mudança, assente no que já passou mas, também, na inquietude do que está por surgir.
Estabelecendo um exercício em torno do que aproxima a prática destes dois artistas, a exposição não problematiza a procura de uma autoria conjunta. Trata-se, antes, de olhar para uma relação que é assente na mútua partilha de experiências e na gestão das inquietações que lhes são comuns.

Sérgio Fazenda Rodrigues


On the 23rd of November 2017, Miguel Nabinho Gallery presents the exhibition Fifty-Fifty (50|50), with new works by Noé Sendas and Rui Calçada Bastos. Simultaneously built in different studios these works are tuned by each others presence and by the resonance they establish with the other artists  production.
Both Sendas and Calçada Bastos works deal simultaneously with the notions of recognition and the efabulation of reality. Meaning that, both artists, gazing their tangible surroundings seize a poetic underlining of objects, situations and images that are modify to transcend its original condition.
With the pretext of entering the cellar, regarding it as reference to an interior and subconscious place, but also as the real basement of the gallery, these works originate from an encounter between the persistence of memory and the need of a new existence.
With established references grounded on domestic permanence, and also on dislocation and departure, one senses the melancholy of absence and the suppression of accommodation. Therefore setting a state of change, based on what’s has been, and at the same time on the restlessness of what’s to come.
Dwelling upon the practice of these two artists, the exhibition doesn’t search for a joint authorship, but instead looks into a relationship based in shared experiences and mutual unsettlements.

Sérgio Fazenda Rodrigues